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My Erasmus

 

I know a lot of you are applying to the Erasmus program at the moment, asking yourselves if you should go, why, if it’s worth it, if it’s better to go one or two semesters, which country you should choose… Or maybe some of you are just thinking about going next year or in two years. To tell you the truth, I never thought a lot about going on Erasmus, until I realized all of my friends would “leave me alone” here in Lisbon. Not to mention the fact that it was the only time in my life I would have the chance to have an experience like this… Talking about Erasmus will always be exciting for me, since I consider that I had such an amazing experience and I have to share it with you guys, hoping I can answer to some of your doubts, that I naturally also had at that time. So I split the post into some topics, which I think are essential to be considered, making this adventure even better!

Sei que muitos estão neste momento na fase de se inscreverem para Erasmus, a perguntarem-se se devem ir, porquê, se compensa, se fazem um semestre ou dois, para que país devem ir… Ou alguns estão apenas a ponderar tudo para irem para o ano ou no a seguir. Para dizer a verdade, eu nunca pensei muito em ir para Erasmus, até perceber que todos os meus amigos iam fazer e eu ia ficar aqui “abandonada” em Lisboa. Para não falar de que comecei a pensar que seria a única altura da minha vida em que eu teria oportunidade de ter uma experiência assim… Falar deste assunto vai ser sempre para mim um assunto entusiasmante, porque considero que tive uma experiência de Erasmus fantástica e que devo partilhar com vocês para que, quem sabe, possa responder a algumas das vossas dúvidas que eu naturalmente na altura também tive. Assim, dividi o post em vários tópicos, pontos esses que acho que inevitavelmente têm de ser ponderados, para que esta aventura seja algo ainda melhor!

 

 THE COUNTRY / O PAÍS

When I applied to the Erasmus program I remember I chose six different universities. At first, I chose a design college in Milan, because it was really good, and then Southampton, in England, because they speak english there. All the others I don’t remember. I got into the second option. I didn’t know almost anything about Southampton, but between the two options in England (Southampton and Leeds, more to the north), I chose Southampton, because it was in the south and it was closer to London. Of course, choosing the country depends on each person’s preferences: the weather, the budget, the language, the quality of the education, among others. I chose England because of the english. Everything else, was only investigated after I knew I got in.

Quando me candidatei a Erasmus lembro-me que pus umas seis opções, por ordem de preferência. Em primeiro lugar pus uma faculdade de design em Milão, por ser muito boa, e em segundo lugar pus Southampton, em Inglaterra, principalmente para desenvolver o meu inglês. As outras não me recordo. Entrei na segunda opção. Não sabia praticamente nada de Southampton, mas entre as duas opções que havia em Inglaterra (Southampton e Leeds, no norte) preferi Southampton, por ser no Sul e estar mais perto de Londres. É claro que a escolha do país depende das preferências de cada um a diferentes níveis: meteorologia, dinheiro disponível para gastar, língua que falam, qualidade do ensino, entre outras variantes. Eu escolhi maioritariamente por se falar inglês. O resto só “investiguei” depois de saber que tinha entrado.

 

THE MONEY / O DINHEIRO

I won’t lie: England is really expensive. Moreover, my scholarship was the highest one of Erasmus (1500€ max) and it helped me pay for a half of my residence, which was the cheapest one of the city. I had to manage my spendings. I ate out around five times, with exception of when I was traveling. I confess that I already knew what I was going for, though. And the truth was that I wanted to enjoy my time there. But if you don’t have that much money to invest on your Erasmus, there are countries and cities where you can spend the same you spend here in Portugal, such as Czech Republic, Hungary, Spain and Poland. I have friends who went on Erasmus to Poland and their parents spent less money with them living there than they spend when they are here in Portugal! The right choice of the country does make a difference. Again, Poland is so much cheaper than England, France or Switzerland, and the scholarships are not that different: mine paid half of my residence, but the scholarship in Poland (around 1000€) can pay you months of outlay.

Não vou mentir: Inglaterra é um país muito caro. Aliás, mesmo tendo a bolsa mais alta de Erasmus (um máximo de 1500€), essa ajudou-me a pagar metade do valor da residência que, por sua vez, era a mais barata da cidade. Tive de fazer uma gestão dos meus gastos. Comi fora umas 5 vezes no máximo, com excepção de quando estava a viajar. Mas confesso que já sabia para o que ia e tive de viver com isso, porque a verdade é que queria aproveitar também. Mas se não tiveres muito dinheiro disponível para investir em Erasmus, há países e cidades em que consegues gastar o mesmo dinheiro que em Portugal, como por exemplo: República Checa, Hungria, Espanha e Polónia. Tenho amigos que fizeram Erasmus na Polónia e os pais gastavam menos dinheiro com eles lá do que gastam quando eles estão cá! Uma escolha acertada do país faz toda a diferença, até porque mesmo que a Polónia seja muito mais barata (mesmo!) do que Inglaterra ou Suíça ou França, as bolsas não diferem assim tanto e se a minha pagou metade da residência, a bolsa na Polónia (à volta dos 1000€) pode pagar meses de despesas.

 

THE UNIVERSITY / A UNIVERSIDADE

Like I said before, the university wasn’t a decisive factor for me, even if it can be in other courses! Only after I knew I got into Southampton, I started searching for information about Solent University and it seemed super modern, interesting and a lot different from my university in Portugal (Faculdade de Belas Artes de Lisboa). I can highlight some positive and negative points about this college. Starting with the positive points, the university conditions were way better than here. There were a lot of campus around the city and I was mainly in two of them. The one where I was 90% of the time was almost like a design studio (with ping-pong and snooker table in the classroom), with a screenprinting room (we could it use for free, which would never happen here in Portugal), a room for the illustration people with all the walls covered with amazing art pieces from top to bottom, and a well-equipped room with computers that we could access with our student card. The main campus had everything: from amazing photography studios to a cantine with Starbucks cafe included and a classroom inside a “red rocket” that made me feel like I was in NASA. Another thing I really liked about the course was the challenging and commercial projects, with real contact with companies. However, I felt they had fewer classes and less work than we have here in Portugal and they are less picky about themselves. They had less design theoretical bases, which are essential to be a good creative. Anyway, I think I worked a lot for an Erasmus student and the teachers were more critical and rigorous with us (me and Zé, my portuguese friend), which doesn’t happen in other countries. You will always have that one friend who didn’t study on Erasmus and got the maximum in every subject. It definitely wasn’t my case!

Como disse antes, a universidade não foi bem um factor decisivo para mim, ainda que noutros cursos deva ser! Só depois de saber que entrei em Southampton é que fui pesquisar mais sobre a Solent University e pareceu-me super moderna, interessante e muito diferente mesmo da Faculdade de Belas Artes cá em Lisboa. Consigo realçar pontos positivos e negativos em relação à faculdade. Começando pelos positivos, as condições eram incrivelmente boas. Havia vários campus, distribuídos pela cidade e eu andei maioritariamente entre dois. Aquele em que eu estava 90% do tempo era basicamente um estúdio de design (com mesa de snooker e ping-pong na sala de aula), com sala de serigrafia (que podíamos usar gratuitamente, bem como todo o material – algo que cá nunca aconteceria), uma sala para o pessoal de ilustração com parede cobertas de cima a baixo com obras de artes, e uma sala equipada com bons computadores, em que cada aluno tinha a sua conta/área de trabalho, que se acedia a partir do cartão de aluno. O campus principal tinha tudo: desde estúdios de fotografia ótimos, a uma cantina com Starbucks incluído, a uma sala dentro de uma espécie de “foguetão vermelho” que me fazia sentir na Nasa. Outra coisa que gostei muito no curso, foram os projectos desafiantes e mais comerciais, com contacto directo com empresas. Ainda assim, senti que, para além de terem menos aulas, a carga de trabalho era menor e os ingleses eram muito (mas mesmo muito) menos exigentes com eles próprios do que nós somos cá em Portugal, tendo também muito menos bases teóricas na área do design – essenciais para se poder ser um bom criativo. Mas penso que para aluna em Erasmus até trabalhei bastante e os professores eram mais exigentes connosco (comigo e com o Zé, o meu amigo português) do que com os alunos de lá, coisa que em outros países não acontece. Vai sempre haver aquele amigo que foi para Erasmus, não trabalhou nada e voltou com 20 a tudo. Não foi o meu caso!

 

LIVING BY MYSELF / VIVER SOZINHA

This is one of the biggest challenges! Obviously, some of us already live out of our parents’ houses (the ones who came to Lisbon to study), but most of us don’t. All of a sudden I had to do my groceries every day, cook, clean up my room, do my laundry… Nothing that I couldn’t do, of course! But I really recommend you to bring some good culinary bases so that you don’t eat bad things all the time. Actually, I really took it easy and never starved. A soup was always essential and I noticed it is one of the best portuguese habits. Unfortunately, one of the things I didn’t like in England (or at least in Southampton) was the food offer. There wasn’t a single fresh market, a fishmonger or a butchery. And it could be fine if you had all these things in the supermarket, but no… All the fishes were already packed and there was only salmon and whitefish or fried “fast-food” fish (which I hate). The meat was all already packed as well, which I hate as well. So I spent the whole five months eating salmon, chicken legs or breasts and vegetables. I learnt to cook a lot of vegetarian recipes because I felt that all the products of animal origin weren’t good enough. So it made me become way more unleashed, also because (as I already said) I tried to eat at home as much as possible so I could save money to travel. The worst of living by myself was when I got sick with tonsillitis! Moms are actually needed…

Este é um dos maiores desafios! É claro que alguns de nós já vivem sozinhos cá em Portugal, principalmente os que vieram de fora de Lisboa para estudar cá, mas a grande maioria ainda vive com os pais. Do nada tinha de comprar comida todos os dias, cozinhar, limpar o quarto, lavar a roupa… Nada que não se faça bem, claro! Mas aconselho-vos mesmo a levar umas boas bases culinárias para não comerem coisas más a toda a hora. Eu, por acaso, safei-me muito bem e nunca passei fome. Uma sopinha era essencial e percebi que é dos melhores hábitos dos portugueses, mata sempre a fome. Infelizmente, das coisas que menos gostei em Inglaterra (ou pelo menos em Southampton) foi a oferta em termos de comida. Não havia mercado, nem peixaria, nem talho. E isso até podia não ser um problema se houvesse tudo no supermercado, mas não… Peixe só havia embalado e era salmão ou pescada ou então fritos terríveis tipo douradinhos. Carne era toda embalada também, coisa que me faz um bocado de confusão. Estive então cinco meses a comer salmão, peito ou pernas de frango mas maioritariamente vegetais. Aprendi a gostar de muitos mais vegetais e a fazer boas refeições vegetarianas, porque sentia que os produtos de origem animal não tinham qualidade. Neste sentido, passei a ser ainda mais desenrascada, também porque, como disse, me obrigava a comer em casa para poupar mais dinheiro, principalmente para as viagens. O pior de viver por mim própria foi, sem dúvida, quando fiquei uma semana de cama com uma amigdalite! As mães fazem falta para cuidar de nós…

 

THE DISTANCE / A DISTÂNCIA

This is a really sensitive topic for a lot of people. And so it was for me. But today I can say it’s way easier than it seems. Of course, I can’t complain since I came to Portugal twice (for my birthday and for Christmas), my boyfriend also came to England twice (one time we met up in London and the other in Southampton) and I also had a visit of a friend of mine. The facility of catching a low-cost flight makes it way easier, as well as the internet. I won’t lie: I missed my home, my family, my friends, my boyfriend, my doggies… But I thought it would be worse. There are so many things to do every day, so many new surprises and adventures, that the time goes by so fast and you can’t even think about the worse stuff. A lot of you think “she is just saying this to make us relax”, but no! I swear! Trust me, it will be worse to come back and feel that the Erasmus never comes back again, than going to Erasmus. Everything and everybody you live with in your country will be there when you come back. About me and Chico, it was just another challenge. When you trust in each other, there’s nothing that can go wrong. Never decide not to go on Erasmus because you have a boyfriend or girlfriend or because you think you’ll be alone there and you will miss everybody that stays here!

Este é um tópico sensível para algumas pessoas. E claro que para mim também era. Mas hoje em dia, posso dizer que é algo que custa muito menos do que parece. É claro que não me posso queixar, consegui vir duas vezes a Portugal (nos meus anos e no Natal) e ainda tive duas visitas do meu namorado (uma das vezes encontrámo-nos em Londres e a outra em Southampton) e uma de uma amiga minha. A facilidade que há hoje em dia em apanhar um voo low-cost torna tudo muito mais fácil, assim como a internet. Não vou mentir: claro que tive saudades de casa, da família, dos amigos, do meu namorado, das cadelinhas… Mas pensei que fosse ser bem pior. Há tantas coisas para fazer todos os dias, tantas surpresas e aventuras, que o tempo para a correr e nem dá para pensar nas coisas menos boas. Muitos de vocês devem estar a pensar “ela está só a dizer isto para nos relaxar”, mas juro que não! Acreditem que vos vai custar mais regressar e saber que o Erasmus não volta mais, do que ir. Tudo o que deixam cá, vai cá estar quando voltarem. Quanto a mim e ao Chico, como sempre, foi só mais um desafio. Quando se tem confiança um no outro, não há como correr mal. Nunca deixem de fazer Erasmus porque têm namorado ou namorada ou porque vão sozinhos e acham que vão ter saudades de toda a gente!

 

NEW LANGUAGE / NOVA LÍNGUA

As you already know, the main reason I chose England as an option for my Erasmus was the language. I won’t say I came back with the perfect english, because I didn’t. Improving your english until you reach the best level possible takes more time and I would’ve had to get along with more people who spoke english as a native language to do that. My friends were from everywhere, they also made mistakes (the canadians were the only exception). But almost all of my friends had a really great english! If I was shy on the first day, I realized I got really comfortable day by day and I learned that making a mistake wasn’t a bad thing. It made me learn more and to get around in any situation to express myself in the best way that I could. I was thinking in english almost 100% of the time and it’s easier for me to understand everything when I’m watching a movie without subtitles or listening to a british person, even though their accent is not the easiest one to understand. I consider that my english had a really big improvements!

Como já sabem, foi o principal motivo por que escolhi Inglaterra como opção para Erasmus. E ainda bem! Não digo que voltei com um inglês excelente, porque não. Desenvolver o inglês a um nível perfeito leva muito mais tempo e para isso teria de me ter dado só com pessoas que falam língua inglesa como língua materna. E a verdade é que os meus amigos, sendo de todo o lado, também davam erros (com excepção dos canadianos). Mas praticamente todos falavam muito bem! Se no primeiro dia tinha vergonha, com o passar do tempo fui ficando muito mais à vontade e percebi que dar um erro não era uma coisa má. Só me fez aprender mais e aprender a dar volta e expressar-me da melhor forma que conseguia. Passei a pensar em inglês quase 100% do tempo e a ter muito mais facilidade a ver, por exemplo, filmes sem legendas ou perceber inglês à primeira (ainda que o sotaque britânico não fosse a coisa mais fácil de sempre). Considero que tive um progresso mesmo muito positivo no que toca a este assunto!

 

NEW FRIENDS / NOVOS AMIGOS & SHARING A FLAT / PARTILHAR UM APARTAMENTO

I could write a whole book about them. My friends weren’t the ones I was studying with. They were the ones who I lived with and became my family in those five months. I was one of ten living in the same house, sharing a kitchen and bathrooms. Before I went to England, it seemed scary. But when I got there, it was the best thing that happened to me and I figured it out since the first day. I was living with a canadian, four dutch people, a german, a spanish, an italian and a portuguese (a friend of mine who came with me, by coincidence). Obviously, a lot of people joined us: we were the cool flat! We started with “cooking soup classes”, sharing dinners (we had to pick another table just so that we could have dinner all together), parties at night… It was amazing to understand all of the habits and cultures – portuguese and spanish wanting to have dinner at 8pm, dutch people at  5pm, for example… But the best part was to understand how similar we were and how we got along so well. It sounds cheesy, but it’s true! Of course I can nominate the four that I hang out the with most and I can’t be a lot of months without seeing them! I’ve seen my dutch friend three times since I came back and I’m going to the Netherlands again next week to meet up with her, all the dutch people and the italian guy. The canadians are further away but they will have my visit this summer. It’s so good to feel like I have so many “homes” around the world! The worst part is missing all of them, but nothing that a flight can’t solve once again. About sharing bathroom and kitchen, we never had any problem with it, and it made it be more comfortable with each other. We were all really respectful when sharing things. I was probably lucky with my flatmates, I don’t know. I mean, we decorated the whole house with Christmas decorations, we did a Christmas tree, had a Christmas dinner and gave gifts to each other, just like a family. Wasn’t I lucky? I think if you wanna have a full Erasmus experience, you should have this culture exchange and not only be with the portuguese friends you are already used to be with here in Portugal. Without fear, look for meeting new people from all over the world. In the end, it would enrich your experience!

Sobre eles podia escrever um livro. Não foram os meus colegas de turma que foram os meus amigos. Foram aqueles com quem vivi e se tornaram a minha família durante cinco meses. Eu era uma de dez pessoas na mesma casa, a partilhar cozinha e casas de banho. Antes de ir pareceu-me assustador. Mas quando lá cheguei, foi a melhor coisa que me aconteceu e desde o primeiro dia percebi isso. Vivi com um canadiano, quatro holandeses, uma alemã, uma espanhola, um italiano e um português (um amigo meu que, por coincidência, foi comigo). É claro que a nós se juntava sempre muito mais gente: nós eramos o apartamento melhor! Começámos com sessões de ensinar a fazer sopa, jantares partilhados (tivémos de arranjar outra mesa para cabermos todos), festas à noite… Foi incrível perceber os hábitos e culturas – portugueses e espanhóis a querer jantar às 20h e tal, holandeses a querer jantar as 17h e tal, por exemplo… Mas melhor foi perceber que no fim éramos todos tão parecidos e entendiamo-nos tão bem (soa cliché, mas é verdade). É claro que consigo referir um grupo de quatro pessoas com quem me dei mais e que não consigo ficar muitos meses sem ver! A minha amiga holandesa já vi três vezes desde que voltei e vou visitá-la outra vez daqui a duas semanas, assim como os restantes holandeses e o italiano. Os canadianos estão infelizmente mais longe, mas terão a minha visita no Verão. É tão bom sentir que de repente tens “casas” espalhadas por todo o mundo! A parte chata são as saudades, mas nada que, mais uma vez, não se resolva com um voo. Quanto à casa de banho e cozinha partilhada, nunca houve qualquer tipo de problema, só nos pôs mais à vontade uns com os outros desde o primeiro dia e percebi que éramos todos muito respeitadores na partilha das coisas. Se calhar tive sorte, não sei. Nós decorámos a casa toda com coisas de Natal, fizemos uma árvore de Natal, tivemos um jantar de Natal e trocámos presentes como uma família. Não tive sorte? Penso que para ter uma experiência de Erasmus a 100% deve haver este intercâmbio de culturas e não estarmos só com o nosso grupo de amigos portugueses com quem já passamos todo o tempo cá em Portugal. Sem medos, procurem conhecer pessoas novas, das mais variadas culturas. No fim, é isso que vai enriquecer a vossa experiência!

 

THE TRIPS / AS VIAGENS

England is quite isolated from the rest of Europe. Anyway, I got to visit many cities and some countries that I wouldn’t have visited that easily if I was in Portugal. Countries like: Ireland, Scotland, Wales and the Netherlands. England cities: Bath, Brighton, Oxford, Bournemouth, Bristol, Portsmouth, Winchester, among others. And of course, London. But I have to tell you that London is really different from all the other cities of Englang. I catched a five-hour train to Cardiff alone and came back in the same day. I would go to a city a day, day by day, with my dutch friend. We never stopped! But when I came home, there were always people there to share the day. I think traveling is one of the things you should enjoy during Erasmus. However, as the time went by in Southampton, I booked fewer trips, so I could spend the weekends with my flatmates – since not all of them could travel every weekend.

Inglaterra está um bocado insolada do resto da Europa. Ainda assim, consegui visitar imensas cidades e alguns países que, se estivesse em Portugal, não visitaria tão facilmente. Países: Irlanda, Escócia, País de Gales e Holanda. Cidades de Inglaterra: Bath, Brighton, Oxford, Bournemouth, Bristol, Portsmouth, Winchester, entre outras. E é claro, Londres. Mas tenho de sublinhar que Londres é completamente diferente das outras cidades mais tradicionais de Inglaterra. Cheguei a apanhar um comboio de cinco horas até Cardiff sozinha e voltar no mesmo dia. Ou ir a uma cidade por dia, vários dias seguidos, com a minha amiga holandesa. Não parava quieta! Mas quando voltava a casa, havia sempre pessoas com quem jantar para partilhar o dia. Acho que viajar é das coisas que mais se deve aproveitar em Erasmus. Contudo, à medida que o tempo passava em Southampton, cada vez menos viagens fui marcando, porque queria também passar os fins-de-semana com as pessoas com quem vivia – visto que nem todos podiamos estar sempre a viajar.

 

THE COMEBACK / O REGRESSO

Coming back is good, but it is also tough. To start, the farewell week was the worst. Every day, a friend was going home and even if it was a “see you soon”, it hurt. I was unfortunate to be the last one going home so I saw the flat empty, with every room empty as well. The life in every room was gone. It was my worst memory of Erasmus. But it had to be like that. I came back. First I had the good part: more than a month of vacation and I felt it was only a visit and I would go to England again. Afterwards, I started missing my friends and my lifestyle. And I also missed traveling every week and it was difficult to come back to the university rhythm, the teachers I didn’t like and, even with all of that, finishing my degree. But I did it and I’m here and happy. And every time we all want to, we meet up somewhere. Everything is possible!

Regressar é bom, mas também custa! Para começar, a semana das despedidas foi a pior. A cada dia, um amigo se ia embora e mesmo que fosse um “até já”, custava. Eu tive o “azar” de ser das últimas a sair e vi a casa vazia, os quartos vazios. Toda a vida da casa tinha desaparecido do nada. É sem dúvida a única má memória que tenho de Erasmus. Mas teve de ser. Voltei. Primeiro tive a parte boa, um mês e tal de férias antes do 2º semestre, em que nem sequer parecia que ia cá ficar. Parecia que tinha só cá vindo fazer uma visita. Depois as saudades dos meus amigos e do estilo de vida também se fez sentir. Contudo, que mais custou foi, sem dúvida, não viajar todas as semanas, voltar ao ritmo da faculdade cá, àqueles professores que não gostava, e ainda assim, com toda a paciência, acabar a licenciatura, rodeada de hábitos completamente diferentes dos dos meses anteriores. Mas olhem, acabei a licenciatura e cá estou eu e feliz. E sempre que nós todos queremos, reunimo-nos em algum lado. Tudo se faz!

 

I could write a lot more. But the biggest advice I can give you is to go on Erasmus. Enjoy this opportunity you have to meet cultures and amazing people and grow mainly as a human being. I know I lived my Erasmus to the fullest and I came back a better person, more tolerant, happier and more complete. I wouldn’t change anything. Not even a person, a place, a second. Anything. And I know that one day when I read my six diaries I wrote every day, I will confirm everything I’m saying. Trust me, everyone who goes on Erasmus comes back radiant! And if you need more tips, send me an email or a private message on Instagram. Hope you liked it!

Podia escrever muito mais. O maior conselho que vos posso dar é que façam Erasmus, que aproveitem esta oportunidade que nos dão de conhecer culturas e pessoas incríveis e de crescer principalmente enquanto seres humanos. Sei que vivi o meu Erasmus ao máximo e voltei de lá uma melhor pessoa, mais tolerante, mais feliz, mais completa. Não mudava nada. Nem uma pessoa, nem um sítio, nem um segundo. Nada. E sei que um dia quando ler os seis cadernos completos que escrevia todos os dias sem falta, vou confirmar tudo isto que estou a dizer. Acreditem, toda a gente que faz Erasmus vem radiante! E já sabem, se tiverem dúvidas ou questões podem sempre enviar-me um email ou mandar mensagem privada no Instagram. Espero que tenham gostado!

 

3 comments so far.

3 responses to “My Erasmus”

  1. Ana Beatriz Pereira Martins says:

    Adorei conhecer mais sobre a experiência!!

    Novo post: https://abpmartinsdreamwithme.blogspot.pt/2018/02/ootd-71-bordeaux-and-transparency.html

    Beijinhos ♥

  2. Valéria says:

    Estou a podenderar fazer Erasmus para o ano e confesso que ao ler este post fiquei com mais vontade ainda. O post está muito bem estruturado e adorei lê-lo por isso os meus parabéns.
    Beijinhos 🙂
    https://dailyvlife.blogspot.pt

  3. Ana says:

    Que nice! já estive várias vezes em Southampton porque vivo em Londres e adoro. <3

    Ana C, http://www.adreamersland.com
    http://www.facebook.com/adreamersland

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